Horas, dias, semanas passaram a fio... A chuva dos últimos dias amoleceu a terra por cima do caixão. Com um esforço que nunca havia experimentado consegui libertar-me e finalmente ver o cemitério que já habitava à quase um mês. Havia uma floresta colossal a poucos metros de distância, que sussurrava incessantemente o meu nome. Espíritos magenta preencheram o céu, as árvores cresceram sem descanço... O teu vulto passou por mim como uma brisa gelada. Olhei para ti, possuía-te uma pele de luz branca azulada, mais bela do que nunca. Subitamente desce dos céus o que parecia ser um anjo e levou-te para cima. O teu rosto inexpressivo desapareceu na altitude. Foi com esta imagem ainda em mente que fui sugado para as profundezas infernais... lar doce lar.
FIM
Eu tenho medo da morte não desejo morrer nunca
Afixado por: Gustavo em janeiro 3, 2004 01:16 AM