setembro 06, 2003

Cão da Morte

"No calor da febre que me alaga toda a fronte
Sinto o gume frio da navalha até ao osso
Sinto o cão da morte a bafejar no meu pescoço
E a luz do sol a fraquejar no horizonte
Já desfila trémulo o cortejo do passado
Que me deixa quedo, surdo e mudo de pesar
Vejo o meu desgosto na beleza do teu rosto
Sinto o teu desprezo como um dardo envenenado (...)
Sopra forte o vento na fogueira que arde em mim
Sinto a selva agreste nos batuques do meu peito
No cruel caminho em que me lança o desespero
Sinto o gelo quente do inferno do meu fim..."

Mão Morta

Publicado por Conde em setembro 6, 2003 11:59 PM
Comentários

Esse poema não é de Mão Morta, apenas foi musicado por eles...

Afixado por: eu em junho 22, 2004 06:53 PM