Mors Liberatrix
"Na tua mão, sombrio cavaleiro,
Cavaleiro vestido de armas pretas,
Brilha uma espada feita de cometas,
Que rasga a escuridão, como um luzeiro.
Caminhas no teu curso aventureiro,
Todo envolto na noite que projectas...
Só o gládio de luz com fulvas betas
Emerge do sinistro nevoeiro.
- «Se esta espada que empunho é coruscante
(Responde o negro cavaleiro andante),
É porque esta é a espada da Verdade:
Firo mas salvo... Prostro e desbarato,
Mas consolo... Subverto, mas resgato...
E, sendo a Morte, sou a liberdade.»"
Antero de Quental
Publicado por Conde em dezembro 10, 2003 08:28 AMBem, que dizer... simplesmente fantástico. A musicalidade das palavras, a imagem que faz surgir na mente, a verdade do discurso da Morte...
Não deixa de ser curioso que tenha sido o primeiro soneto que li do extraordinário Antero de Quental. Foi quando me apaixonei por ele...
E obrigada por ter seguido a sugestão :)
O blog é excelente... ainda bem que dei com ele há uns tempos, tornei-me visitante assídua e acho que está cada vez melhor.
Já me alonguei demais... paro por aqui:)
Obrigado pela tua presença. Os teu comentários e sugestões serão sempre bemvindos. :)
Afixado por: Conde em dezembro 10, 2003 08:52 PMSimplesmente pertubador
Afixado por: Adeline Ne bulosa em dezembro 20, 2003 09:27 PM