dezembro 10, 2003

Morte Libertadora

Mors Liberatrix

"Na tua mão, sombrio cavaleiro,
Cavaleiro vestido de armas pretas,
Brilha uma espada feita de cometas,
Que rasga a escuridão, como um luzeiro.

Caminhas no teu curso aventureiro,
Todo envolto na noite que projectas...
Só o gládio de luz com fulvas betas
Emerge do sinistro nevoeiro.

- «Se esta espada que empunho é coruscante
(Responde o negro cavaleiro andante),
É porque esta é a espada da Verdade:

Firo mas salvo... Prostro e desbarato,
Mas consolo... Subverto, mas resgato...
E, sendo a Morte, sou a liberdade.»"

Antero de Quental

Publicado por Conde em dezembro 10, 2003 08:28 AM
Comentários

Bem, que dizer... simplesmente fantástico. A musicalidade das palavras, a imagem que faz surgir na mente, a verdade do discurso da Morte...
Não deixa de ser curioso que tenha sido o primeiro soneto que li do extraordinário Antero de Quental. Foi quando me apaixonei por ele...
E obrigada por ter seguido a sugestão :)
O blog é excelente... ainda bem que dei com ele há uns tempos, tornei-me visitante assídua e acho que está cada vez melhor.
Já me alonguei demais... paro por aqui:)

Afixado por: Nair em dezembro 10, 2003 08:26 PM

Obrigado pela tua presença. Os teu comentários e sugestões serão sempre bemvindos. :)

Afixado por: Conde em dezembro 10, 2003 08:52 PM

Simplesmente pertubador

Afixado por: Adeline Ne bulosa em dezembro 20, 2003 09:27 PM