A esperança perde-se num fio de licor que torna doce o amargo rebordo do copo. A inspiração nasce no estomago quente e acolhedora, esvaindo-se depois pelo resto do corpo até me esgotar. E o toque da seda nos meus lábios transporta-me para onde não vivo, apenas sinto. Sinto tudo. Cada ponto no corpo sente. Cada eu, junta-se e vive o mesmo momento roubado ao tempo. E ao regressar dessa dança dos sentidos, pego nas minhas coisas e sigo um caminho noite fora ao som do luar, deslizando ainda na seda humedecida por esse fio dourado de licor.
Publicado por Conde em janeiro 16, 2004 01:13 AMbonito :)
Afixado por: fleure em janeiro 17, 2004 06:12 AM