fevereiro 09, 2004

Cumplices Palavras II

"Não sei como tal sabor me pode ficar apenas na língua e ao mesmo tempo senti-lo em mim, como se todos os meus poros te respirassem. Respiro-te todas as noites, junto ao esplendor do olhar que me lanças cada vez que pensas em mim. Envolvo-me na capa negra, veludo brilhante que me aquece, do frio que se entranha neste espírito só, que vagueia pelas várias faces da lua que tão bem conheces. Quero-te em mim, hoje amanhã e depois, mas na iminência de um sonho impossível, junto a mim trago o punhal que me levará ao eterno mundo que nós construímos. É um rasgo na pele que me leva ao estado mais que perfeito da essência em ti achada. Encontramo-nos lá, e por enquanto resta-me o paladar efémero do chá de morango que me seca os lábios para que só tu os possas tornar teus."

Publicado por Conde em fevereiro 9, 2004 11:51 PM
Comentários

Não são cumplices palavras, mas sim belas palavras...

Afixado por: Viktor em fevereiro 11, 2004 01:03 AM