abril 03, 2004

Madrugada

O sopro da eternidade assombra-me nas horas em que morro lentamente... A dor perde o sentido num guincho aguçado, que se espalha pelo corpo fora. A sensação de que nunca se morre nem nunca se vive... nunca se é nada, senão um corpo automatizado e sem vontade própria. O peso dos olhos já não se faz sentir. Deitado como se num caixão estivesse, fito a brancura matinal do tecto com olhos cansados... ao som de uma amanhecer oferecido pela insónia.

Publicado por Conde em abril 3, 2004 11:08 PM
Comentários

Não precisais,conde,de um ser um poeta,um escritor famoso...'O peso dos olhos já não se faz sentir.'Se não se compreende um olhar as palavras são inúteis...Só para dizer que gostei muito...*

Afixado por: Lacshimi em abril 9, 2004 12:05 AM