Num desespero profundo, os seus olhos perderam a vida que os habitava. Por longos momentos já nada parecia valer a pena. Tudo estava perdido. Uma das coisas que mais amava tinha sido abalada por algo desconhecido. Talvez tivesse sido o medo que lhe sustinha a fala enquanto dava à luz um horror encoberto, que o paralisava. Mas ele sempre com um sorriso na cara disfarçou tudo e escondeu que estava a morrer por dentro. A morte beijou-lhe a face e desejou-o... mas ele não foi.
Publicado por Conde em abril 6, 2004 10:44 PM