Por quem me tomas, sombra desmoronada sobre tempos passados? O teu peso já não me verga as costas para o horizonte distante. O teu peso tornou-se suave como o bater de umas asas, como o enterrar de umas mandíbulas na tenra pele delicada do pescoço pálido. Deixaste de me assombrar nas noites esquecidas pelo frio. Agora és a minha sombra... o meu respirar... o meu caminhar... o meu despertar, projectada numa parede vazia de vida.
Publicado por Conde em maio 21, 2004 08:54 PMé incrivel como as suas palavras têm o poder de se fazer sentir, tal como leio sinto... como diria Pessoa... o escritor escreve a dor... e sentir... sinta quem lê...
***