junho 27, 2004

Efemeridade

existem corpos, que estranhos, vogam pelos paralelismos acesos a cada novo dia, como se dos reflexos de um espelho partido emergissem sequências de uma mesma paisagem em muitos-tantos tempos diferentes, aqueles que distam o que se deita do que acorda, ainda aquele que se perdeu no sonho e o que se esqueceu de si enquanto esboço, no desprendimento da língua sobre a matéria licorosa de que é feito o espaço mudo de longevidade.

um agora, um pequeno agora, quanto baste, suficiente, para validar um corpo e trazer à luz as sombras de si, feridas de morte pela efemeridade do transito solar.

Publicado por AnaLu em junho 27, 2004 11:38 PM
Comentários

Antes de mais, seja bem vinda por todos os atentos e assíduos leitores. É um prazer poder saborear cada palavra sua neste blog. Não pude deixar de notar o quão fluente é a sua escrita e a sua habilidade nata para as moldar à imagem do que pretende transmitir.
Os votos de continuação de tão bom trabalho. Srá sempre com enorme prazer que lerei cada palavra sua.

Afixado por: Ikkuna em junho 28, 2004 11:15 AM

Falando em estrita, é "a moldar" e "Será" (linha 4 e 6)
Desculpem o incomodo. Não tinha reparado.

Afixado por: Ikkuna em junho 28, 2004 11:22 AM

Será a Ana do Intensidez? Huumm... Este estilo é bem diferente. Parabéns. Belo texto poético.
Um beijo terno e desejo de semana feliz a tutti.

Afixado por: sibylla em junho 28, 2004 11:51 AM

Sim! É a Ana! ;)

Afixado por: Conde em junho 28, 2004 08:20 PM