Infiltro o véu nocturno, contorno o silêncio com um lápis violeta, e desejo esta névoa taciturna que me adorna a silhueta. As mortes semeadas pelo chão frio, divagam sobre as pedras. E há vida nessas pedras. Eu ouvi-as sussurrar algo, o Omega da existência. E todo eu, envolto em silêncio e névoa perco-me debaixo da gelada luz lunar em paraísos da bela decadência que em mim se escondem.
Publicado por Conde em agosto 15, 2004 12:13 PM