uma mancha que socorre o silêncio da escuridão profunda, assim é a minha boca enquanto respira.
uma língua naufrago, lábios tremeluzentes como gelo nómada e inconstante, sob a lua.
na cratera garganta habitam pequenos homens felizes, tão fértil a morada do soluço.
mais um lugar onde as feridas permanecem imutáveis.