As sombras penteiam a vegetação húmida de pavor. Parecem escondidas do vento, como se ele as devorasse quando as vê. Por vezes, quando caminho na noite sem anjos, consigo senti-las roçando-se na minha roupa, como se chamassem por mim com um grito mudo de agonia. Nunca ando sozinho. Elas tão sempre lá, prontas a camuflar-me de negro.
Publicado por Conde em setembro 10, 2004 11:46 PM...as sombras... as eternas companheiras...
Afixado por: Shadow Dweller em setembro 11, 2004 09:34 PM... E me fez lembrar a fala final do filme As Horas, 2002 - "(...)encarar a vida de frente. Encarar sp a vida de frente e conhecê-la como ela é. Enfim, conhecê-la. Amá-la pelo que ela é. E depois descartá-la.
(...) Sempre os anos entre nós. Sempre o amor. Sempre as horas."