"Voamos
Tu e eu
Cruzando esses céus de negro pintados
Como espíritos perdidos
Num mundo de ninguém
Fundimo-nos
E dispersamo-nos
Como raios fulminantes
Na mais arrebatadora tempestade
Fazemos do sonho a loucura que nos une
Para assim errarmos eternamente
Num constante metamorfosear
De alucinantes delírios
Passamos do nada ao tudo
E permanecemos esquecidos
Na abstracção da nossa existência
E na ilusão desta mera realidade
Somos um do outro
Sem o sabermos e sem existirmos"
Karl Goth
Aqui se resume esse texto: A típica ausência de razão inerente à paixão com o toque do sentimento de liberdade. O velho e bom clichê "nos fundimos" e a comunhão com a natureza que nesses momentos poéticos sempre são o terceiro elemento, o terceiro ser. E então a separação, a agonia, angústia etc. que rasga o peito e destrói o coração na amarga solidão. A fluência dos pensamentos e dos atos que se seguem para um quase final feliz que só não o é pela inconsciência...
Afixado por: Bruno (Wen Mu) em dezembro 8, 2004 07:17 AMe, contudo, o tempo é ilusão!
sempre fascinantes as palavras de Karl Goth!
Que seja e o que o deleite seja pleno mas que a reflexão não seja renegada ou escondida quando surjir o pensamento "que é o fascínio se não um apego às idéias, à um modo de beleza... que é o fascínio, pois, se não mais uma de nossas ilusões..."
Afixado por: Bruno (Wen Mu) em dezembro 11, 2004 05:51 AMolha displicentemente...
esconde o que sente e finda...
por não saber que é cedo ainda...
por não deter as redeas da vida finita,infinda...
bem vindo ao meu mundo de sonhos...
samico