CONVITE:
Nos dias 7, 8 e 9 de Julho, pelas 21h30m no Convento do Carmo (Évora), vai estar em cena a peça "Ad Libertatem", produzida pelo Grupo Académico de Teatro da Universidade de Évora - GATUÉ.
Autoria e direcção de Carlos Filipe Lopes (Karl Goth), a temática desta peça remete para a finalidade da loucura humana como libertação absoluta ou condenação suprema... O indivíduo e o non-sense bizarro da vida... Enfim, aquilo que em todos nós habita, mas que só em alguns se revela.
O preço de entrada é 3€.
Karl Goth
"Desejos carnais que enlouquecem
E tornam o seu humano tão ridiculamente
Insatisfeito…
É justo sermos imperfeitos…
oh tu a que chamam deus!?
Fazes nos há tua imagem?!
E devemos então acreditar que és inatingível!?
Inabalável!?
Intransponível?!
Transcendente!?
Olhamos em nosso redor
Só vemos podridão e falta de espírito..
Olhamos para nós…
Tao miseravelmente imperfeitos,
Tao estupidamente mal feitos…
Porque tu e não o diabo que me consome!?
Ambos são irreconhecíveis…
E possivelmente irreais…
Não….
Não podemos ser imperfeitos,
ao ponto de acreditarmos em contos de fadas
tao rascunhados….
Somos movidos por nós..
Entregues há nossa sorte…
Entregues há nossa loucura…
Sujos pela nossa malcriada nascença."
Bárbara Teixeira
"Triste como a alma é tao fortemente devorada
De entre tantas pessoas
Porque fui eu amaldiçoada com este peso!?
Oh!vida tremula de medo…
Porque me atormentas..!?
Sinto-me impotente perante a tua suberanidade
Tua tão forte enchente de mal
Tua tão forte presença em mim…
Deixa me chorar!
Deixa me voar alto
Solta-me as amarras
Solta-me da angustia
da tua dependência
estou tremula de sufocos que tenho…
quero saltar de dentro de mim…
não sou assim…
não quero ser assim…
obrigas-me a ser malévola
enquanto quem me possui és tu
quem me mente és tu!
Sai de mim…
Deixa todos os que não te merecem
E que tu prendes
Deixa-nos voar…
Sem ti somos tao felizes!"
Barbara Teixeira
“Tenho horror à vida
E aversão à existência
Escrevo porque sofro
E sofro porque não me compreendo
Respiro a angústia
Absorvo a frustração
E morro no meu silêncio interior
Tenho horror ao que me rodeia
E aversão ao ser que em mim habita
As palavras são pontes inter-abissais
Que eu percorro à medida que vão se desmoronando
Choro lágrimas de desespero
Solto gritos de demência
E desperto para a minha decadência espiritual
Tenho horror a tudo
E aversão...
AO AMOR QUE EM MIM NÃO EXISTE!”
Karl-Goth