"Um silêncio cuspido,
De nervos tão tensos, quase inimagináveis, tanta dor oculta,
Tantas palavras por dizer…
Forma de expressão!?
Penso, ao contrário de muitos,
Que as palavras magoam mais do que um simples beijo de despedida.
É difícil viver com outros…
É difícil ser diferente..ou simplesmente pouco sensível
Ao que me dizem…
Aguardo, nervosa, pelo final arrebatador que me pode atingir
Como um tiro de pistola incerta.
Falo do que penso…e penso no que sinto…
É estranho..como esta vida é tao redondamente enganadora…
Mentirosa por vezes…
Sinto que tantas certezas que tinha,
São afogadas dentro de mim…
E sem vontade de
Crescer, mantenho-me nesta altura inabalável..
Sou fria…pelo que dizem..
Não…
É mentira..
Sou facilmente perturbada.
Sinto que tudo me esvoaça entre os dedos…
Como areia…
Como açúcar que provei e me recuso a gostar,
Pela dependência que causa…
Tão instável…tao estranhamente perdida…
Não ouço mais a tua voz a ecoar nos meus sonhos..
Não me esforço.
Tenho medo de cair desamparada…
Sinto que não sou mais quem fui…
Que crescer custa…
Quanto mais velha pior…
Mais custa…
Mais dói…
Perder-te!?ou perder-me!?
Orgulho!? Ou dor?!
Culpada!? Ou culpabilizada!?
Sentir?! Ou sentir-me?!
Em que nos baseamos!?
De que nos fazemos!?
Tenho medo de acordar,
Olhar para o lado e não te ver…
Mas…não percebo o que se passa outra vez…
Loucura ou desvario!?
Saudade!?
Pena pelo que se foi!?
Não sei…
Apenas espero que me mostrem…
Que me mostres…não me assustes…quero-te sincero!
Quero-te!?"
Bárbara Teixeira
Publicado por Conde em julho 1, 2005 09:07 PMQueria começar por vos dar os parabéns pelo site.sou uma visitante assídua e desta vez decidi comentar para felicitar a Bárbara Teixeira pelo dom maravilhoso k tem d conceguir dizer tudo aquilo que jamais poderei exprimir por palvras.As tuas palvras dizem-me muito e queria agradecer-te unicamente por as escreveres. Fiquem Bem e continuem o bom trabalho
Afixado por: Nephthys em julho 1, 2005 11:00 PMChoro pela dor que me perturba,
Choro porque não aguento este tormento de estar viva..
Este tormento de sentir…
Não consigo ser feliz…
Remo contra a maré…
Sempre que me sinto
Roubam-me a alma..,
Dá-me vontade de vomitar sobre todas as cabeças que me desesperam…
Só quero dormir…
Sem nunca acordar..
Ficar sempre morta deste de mundo em que vivo…
Faço lembrar o deus grego que suporta o céu
E ninguém lhe agradece por não sair definitivamente do seu posto…
Se é assim que vivo…prefiro morrer…
Prefiro deixar de sentir…
Quero abandonar este corpo nojento que me prende…
Que me sufoca…
Que me rouba e me deita na lama…
Se sou condenada há infelicidade eterna…
não aguento superar esta prova…
Deito-me com todos os meus problemas e perco o ar...de tanto sofrer…
Não…não é fugir…é morrer…é perder-me na minha felicidade de não existir…
Perder-me na felicidade de não sentir…
De não me atormentar..
De não sofrer pelos outros…
De na sofrer com os outros…
Deixem-me morrer seres do além…
Levem-me convosco…
Façam-me voar…
Façam-me partir deste mundo coberto de podridão.
Deste mundo a que não pertenço…
Bárbara Teixeira
inda bem k gostaram do poema...deixo aki mais um dela!xpero k gstes conde:)
Afixado por: gothic em julho 3, 2005 09:47 PMMuito bonito.
Bom fim-de-semana.
espetacular!lindo mesmo!escreves mesmo bem!és a minha musa.....começei tbm a exprimir-me através de poemas....foi muito bom ter visto alguém que pensa tal como eu!
gostava de ver amis poemas se puderm colocar aqui!
olá...agradeço ao paulo as palavras acerca da minha escrita e tbm há nepthys...
deixo por isso um recente...um pouco vivido de mais...por isso talvez muito quente de esperiencia acomulada e mal digerida..aki vai:
inside me
Lembrei-me de nós como um…
Era como sentir o bater da água,
Que agitada pela turbulência, fazia-me ser feliz.
Agora penso no que será do nosso mar…
Secou!?...
Oh….alma fria e indecisa,
Porque não és feliz com o que tens!?
Não te contentas em sugar a vida dos outros?
Lembro-me que enquanto ser puro,
pouco relevante para a sociedade,
não era capaz de absorver nem uma brisa ligeira,
desejando, com prazer, que essa nos embrulhasse os corpos.
Agora sou em quem me transformo,
sou que te suga as agonias e te esfaqueia o desespero.
Tenho pena de seres tao vulnerável,
Tão pouco consciente,
Ao ponto de olhares para mim como tua.
Riu me de nervos que me dilaceram pela dor
Que vais passar para me arrancar de ti…
Choro por detestar que me amem…
É como uma bençao para os meus olhos,
Que por muito pretos que sejam
são queimados pela transparente cor
desse liquido mortal e viciante
Bárbara Teixeira