Ela não acreditava nos seus lábios quando ele sussurrava «eu amo-te!». Achava que a paixão o levava a proferir tal loucura. No entanto, ele amava-a como se fosse a única mulher no mundo. E era sim, mas só para ele. Ela era a sua rosa, de um encarnado quase preto, cujos espinhos insistiam em rasgar-lhe a pele, e as gotas de sangue ao caírem, acariciavam as pétalas sedosas com um sentimento que só ele conseguia transmitir ao tocar-lhe no cabelo. Era como se a vida morresse quando eles se uniam, os fogos mais infernais pareciam gelo imaculado derretendo nos seus corpos suados pela sensualidade do amor. A morte espreitava-os todas as noites, com desdém. Mas não foi a morte que os traiu. Foi a vida que lhes roubou os sentidos numa tentativa de lhes abafar a intensidade com que se amavam. Eles não se deixaram enganar por algo tão terreno. No entanto ela continuava a não acreditar nos seus lábios, nos seus olhos, na delicadeza com que lhe tocava e na sinceridade com que lhe dava prazer. Algo no passado dela obrigava a que estivesse sempre insegura como se o jardim onde estava plantada lhe roubasse as raízes uma a uma. Mas ela amava-o, à sua maneira, nunca o demonstrando. O tempo passa agora por eles... e os seus lábios sabem tão bem quanto ele, que nunca enganaram aquela rosa...
Publicado por Conde em setembro 19, 2005 12:02 AMa maneira como a rosa ama faz sofrer...e causa mais negra dor...nunca sera a morte q os ira separar,mas sim,a vida. AMO-TE.
Afixado por: Condessa em setembro 19, 2005 12:27 AM"A morte espreitava-os todas as noites, com desdém. Mas não foi a morte que os traiu. Foi a vida..."
Pois. A morte não mata. Só a vida...
No regresso, Conde, * terno
Afixado por: helena/sibylla em outubro 3, 2005 03:14 PMeu adorei <<<<<<<<<<<<<<<<
Afixado por: Witch Thaís em janeiro 6, 2006 01:28 AMNovamente, parabéns. Comovida.
Afixado por: Deisi em janeiro 9, 2006 08:00 PM