Um dia gostaria de te alcançar. Vives muito longe de mim, no entanto respiramos lado a lado. Tens a vida destroçada... mas habituaste-te a viver nos seus destroços, por muito que eu a tente reconstruir, vais sempre desmontar pedra a pedra, porque só te sentes bem assim. Essas sombras na tua vida, não passam de ilusões ópticas, onde estão elas agora? Não estão, nunca estiveram... no entanto, tu insistes em prócura-las, em dar-lhes tudo de ti como se elas se importassem, como se te dessem valor. Agora eu... o valor que eu tenho por ti... não tem valor. Mas isso, nem com placares de neon, nem com uivos de agonia, nem mesmo suicídios teatrais consegui captar a tua atenção, focada nas sombras. E assim vão-se desvanecendo as nossas vidas, como nevoeiros fúnebres, celebrando a ruptura do cordão umbilical que nos unia. O meu olhar arrefece à medida que escorrego... Não quero voltar ao Inverno de outrora. Ajudas-me a saltar o abismo que nos separa?
Publicado por Conde em novembro 20, 2005 10:53 PM"algo tao precioso como a morte,
nao deve ser tao vadiamente atirado,
no mercado de ideias que o mundo representa."
barabara teixeira
Afixado por: gothic em dezembro 7, 2005 10:31 AMPalavras que chegam e que ecoam; palavras vividas também no lado de lá. Um abraço e parabéns. Comovente texto.
Afixado por: Deisi em janeiro 9, 2006 07:57 PM