Abraço uma perdição que me foi oferecida à nascença. Um dom, uma maldição que me acompanha a cada gesto, cada inspirar. Perco-me em tudo e em nada, a arte da decadência floresce em mim. Tudo tem a sua arte, até mesmo saber cair. Saber perder o controlo de tudo o que nos rodeia, e dançar enquanto tudo à nossa volta desmorona. É a última dança, mas que seja a mais bela de todas, que seja a dança que nos retira o folego pela última vez. Sentir o coração a fugir-nos do peito atrás da vida que se perdeu. Amar o negro que nos envolve a alma... e desfalecer no chão envenenado com a nossa alma gémea. É essa a arte de saber cair, a arte da decadência. É esse o meu dom, a minha maldição. Condenado eternamente a ter o sabor da morte nos lábios e o cheiro da dor nos meus gestos, passeio constantemente em tom de queda, com passos decadentes por esta vida que me passa ao lado sempre que me perco...
Publicado por Conde em janeiro 28, 2006 03:15 AMAdorei o que escreveste e a forma como o fizeste...
E como eu te compreendo...
Afixado por: Synne Soprana em janeiro 28, 2006 10:08 PMMuito obrigado :) A compreensao é essencial, afinal de contas todos passamos por isto, apenas saboreamos de maneira diferente.
Afixado por: Conde em janeiro 29, 2006 12:30 AM Já estamos cansados de levar a vida como as outras pessoas, o que queremos é ser diferente de tudo e, em todos os sentidos.
Quando chegamos a certo ponto, com todas as nossas diferenças, recebemos algo que as outras pessoas classificam como Dom, até mesmo por termos nossas vantagens desumanas e desiguais. Más, para "nós" os beneficiados é uma aberração da natureza,uma maldição, uma praga, que nos seguirá e nos atormentará durante toda a nossa pasagem por esse mundo que não é realidade, não sei como esses idiotas não percebem o que está ao seu redor, e dizem que a justiça é cega, não creio que apenas ela seja, já que ninguém percebe o qoe está para acontecer.
Gostei muito do texto. Gostaria que mandassem mais ppara meu email pessoas. Abraços para toda essa galera das TREVAS. E, que, sejamos sempre assim, DIFERENTES. Senão, não existiria fantasia sem realidade.