Oh tu!...ser espontâneo como a água,
Ser alegre da ignorância...
Não serás tu o mais sábio de todos nós?
Não serás tu o que vês para além da mágua?
Ouve-me pedir-te o caminho da loucura,
Para que ao caminhar, eu aprenda a voar...
E sendo diferente de ti, serei igual a ti
Pois em ti reside a minha cura!
Pensei um dia ter visto um louco...
Mas era um sábio...
Estava afastado da vida,
Porque só a vida, sabia-lhe a pouco.
OH.. há tanto tempo... =) Um dos teus melhores poemas, sem dúvida!
Afixado por: Ikkuna em março 19, 2006 11:52 AM...entrei de mansinho para não despertar a loucura, e perdi-me por horas como louca por aqui...
Afixado por: Lagoa_Azul em março 22, 2006 09:07 PMFalaste tu de cura?, para que a cura?
Vejo-a como uma silhueta, disforme, enegrecida pelo tempo a que eles insistem em chamar felicidade..., oh, mas que sabem eles para cantar tão alto tal afirmação?
A cura é como que um atravessar com a cabeça erguida, um caminhar confiante em direcção ao cadafalso da vida.
A enfermidão, por outro lado, tambem nos traz insatisfeitos imcompletos: é a loucura, a loucura sim, digo eu (o nós num só), de caminhar conscientemente no nada, em constante convalescença, à procura de algo que não sabemos o nome, que nos enche(se é que isso é possivel) e nos faz brilhar como um halo incandescente.