novembro 06, 2007

Dormência Depois da Morte

"Estou a escrever-te para te informar de que morri. E digo isto porque te vejo. Vejo-te a ti e a mim e a todos. O meu cérebro entrou em automático e a minha alma desligou-se do meu corpo. Cá em cima é tudo negro, não há nada para ver. Não queiras morrer porque é demasiado escuro. Ao mesmo tempo tens a vantagem de não sentir nada. A Alma dormente funde-se na escuridão e passa a fazer parte do nada. As vezes desprende-se e volta à terra, mas a dor é de tal maneira grande que ela parte-se em mil pedaços e volta à escuridao, onde se sente segura.
Assim sendo, informo-te de que morri e escusas de falar para mim pois não serei eu a responder-te mas sim o piloto automático, insensivel, do meu coração."

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Publicado por Conde em novembro 6, 2007 09:47 PM | TrackBack
Comentários

Gosto de ler o que escreves...sabedoria é um dom...talento...
Fique bem!
clarice

Afixado por: clarice em novembro 9, 2007 10:23 PM

Muito bem escrito para um morto. Pena não o ter lido em vivo.

Afixado por: Ironicidade em novembro 10, 2007 02:01 AM

Oi tenho aki uns poemas da minha autoria mas n sei se sao bons, apenas sao o ke sinto...e o teu blog ta espectacular

Vivo da incerteza
Desconfio do real
Vigio com destreza
Tudo o que n me é leal

Luto com o que me é destinado
Condenada pelo que me é prometido
No meu interior alg é desviado
Algo que não estava previsto

Então junto me solenemente ao vento para os céus
Relembro de tudo o que me consomia
E liberto o meu coração outrora negro de véus
Tão espessos que me deixavam numa tremenda agonia

Na minha mente perdida
Uma luz ilumina meu ser
Uma luz nunca me concedida
Realmente nada tenho a perder

Nada a perder senao a luz pura
Que por onde passa tudo cura
Mal meu coração consegue penetrar
Onde tanta escuridão fora acumular

Afixado por: dark mistress em novembro 12, 2007 10:03 PM

Oi tenho aki uns poemas da minha autoria mas n sei se sao bons, apenas sao o ke sinto...e o teu blog ta espectacular

Vivo da incerteza
Desconfio do real
Vigio com destreza
Tudo o que n me é leal

Luto com o que me é destinado
Condenada pelo que me é prometido
No meu interior alg é desviado
Algo que não estava previsto

Então junto me solenemente ao vento para os céus
Relembro de tudo o que me consomia
E liberto o meu coração outrora negro de véus
Tão espessos que me deixavam numa tremenda agonia

Na minha mente perdida
Uma luz ilumina meu ser
Uma luz nunca me concedida
Realmente nada tenho a perder

Nada a perder senao a luz pura
Que por onde passa tudo cura
Mal meu coração consegue penetrar
Onde tanta escuridão fora acumular

Afixado por: dark mistress em novembro 12, 2007 10:06 PM

Muitos "mortos" são bem mais vivos e presentes na vida que todos aqueles que dizem viver e apenas vivem na ilusão do sentir!

Afixado por: Whisperer em novembro 13, 2007 04:59 PM

Lindo...magnifico!

fantasticas metaforas.

Afixado por: joana em janeiro 29, 2008 11:12 PM
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